terça-feira, 9 de outubro de 2012

A ditadura da beleza ao longo da história

Bom dia queridos amigos.

Hoje vamos falar de um assunto que é fácil para alguns e é um verdadeiro trauma para outros: a ditadura da beleza. Chega a ser irônico que na pré-história mulheres obesas representassem o ideal estético e a fertilidade sendo que hoje a mídia impõe que uma mulher comercialmente bonita deve ser extremamente magra. Esses padrões são fruto de diversos fatores, sendo o principal a associação de beleza à disponibilidade de recursos. Na pré-história uma mulher obesa era considerada linda por ter como se alimentar em uma época de grande escassez de alimentos. Nos dias atuais, uma mulher magra com a musculatura rígida indica alguém que dispõe de alimentação balanceada, acompanhamento médico, academia, tratamentos estéticos entre outros privilégios. 

É muita fartura: a Vênus pré-histórica


Gisele, a Vênus do século XXI

Antiguidade
Os exemplos mais notáveis de padrão de beleza na Antiguidade são sem dúvida, os greco-romanos. Em uma época de constantes guerras e em uma sociedade que valorizava a saúde e a habilidade corporal, eram considerados bonitos homens altos, de corpo musculoso, rosto com nariz afilado e cabelos encaracolados pelos ombros. As mulheres deveria ter curvas perfeitas, seios pequenos, pele clara e longos cabelos. 

Estátua de Apolo

Vênus de Milo

Idade Média
Na época Medieval não havia muita preocupação com a estética. A beleza seria consequência da vida devota e denotava uma alma pura e casta, como a da Virgem Maria. Rosto angelical, lábios pequenos e cabelo cor de ouro eram o trunfo das mulheres. Já aos homens, a beleza estava associada ao poder, e em geral, o "rei" simbolizava esse ideal.

Madona da Humildade, Masolino

Renascimento
Nesta época há um retorno dos ideais de beleza greco-romanos somados à gordura, que era um indicativo de status social, visto que a ostentação alimentícia não era para todos. Braços roliços, quadris largos e celulites eram sinais de volúpia e nobreza. Esse padrão cabia tanto aos homens quanto às mulheres.

As três graças, de Rubens

Barroco e Maneirismo
Agora a beleza não é só uma questão de forma física, é algo comportamental. Mover-se ou mesmo olhar deveria ser revestido de graça e beleza, cultura esse disseminada da França e muito presente até os dias atuais. Muito destaque para os modos refinados e para as roupas e adornos.


O baloiço, de Fragonard

Romantismo
Neste período, a beleza esteve associada à melancolia e à doença. As moças deviam ser lânguidas, pálidas, de cabelo indomável, com olheiras e comportamento recatado. Os beleza masculina estava associada à poesia, à boemia e à solidão.

A beleza pálida de Elizabeth da Àustria (Sissi)

A solidão de Goethe

Era Contemporânea
É o tempo em que magreza, saúde e riqueza andam lado a lado. E a felicidade está associada ao status social. A mídia cria padrões de beleza e ideais de vida perfeita para vender os produtos produzidos pela era capitalista. O padrão de beleza varia bastante através das décadas, sempre seguindo a indústria da moda e a cabeça dos grandes estilistas, que vendem algo que não é acessível para as grandes massas, que fica restrita a um determinado círculo da sociedade, e cabe ao restante trabalhar e gastar para perseguir esse padrão, fazendo rodar desta forma a grande engrenagem da sociedade de consumo.

1950: Marilyn Monroe

1960: Pattie Boyd e George Harrison

1970: As Panteras

Anos 80: Jeniffer Grey e Patrick Schwayze

Anos 90: Tom Cruise e Nicole Kidman

Anos 2000: Alessandra Ambrósio e Ashton Kutcher

Apesar de tudo isso, o recado que quero deixar para vocês é: somos todos bonitos, cada um a seu modo, não importa o quanto você pesa, se seu cabelo é armado, se sua pele não é perfeita, não importa, temos acima de tudo, que nos amar, e sempre buscar nos sentirmos bem com nós mesmos.



Comentem o post :-)

Bjo Bjo Bjo

Vivian :*


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